Fotografias Organizadas, Memórias Preservadas

22. Como fotografar os filhos com mais intenção e evitar o caos no rolo da câmara

Ana Pratas Episode 22

Neste episódio falo da importância de fotografar com intenção, para evitar o acumulação excessiva de fotografias no smartphone.
Como fotógrafa documental de família e Mãe que fotografa os filhos diariamente, partilho várias dicas para fotografar os momentos rotineiros do dia-a-dia e construir algo especial que os miúdos vão adorar ver no futuro.
Explico como pode ganhar clareza no momento de fotografar e ter um objectivo, o que é fundamental para mias tarde de selecionar e organizar as fotografias de maneira mais fácil, eficiente e prazerosa.


Mencionado no episódio:
Curso “A Fotografia dos Dias Normais”
Ana Pratas Fotografia

Capítulos:
00:30 Sobre o Episódio
03:07 Fotografar com intenção. O que quer dizer?
07:05 Dica 1: Não intereferir
08:39 Dica 2: Fotografar ao nível das crianças
09:40 Dica 3: "Limpar a cena" de distracções
11:03 Dica 4: Encher a "frame"
12:04 Esperar pelo momento
14:05 Selecçõa e organização das fotografias
16:14 A Fotografia dos Dias Normais
17:04 Ponto mais importante a reter

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Ana Pratas:

Viva! Seja bem-vinda ou bem-vindo a Fotografias Organizadas Memórias Preservadas, o podcast que mergulha no mundo da organização e preservação de fotografias nesta era digital e tecnologicamente desafiante. O meu nome é Ana Pratas, sou fotógrafa de famílias, mãe e a criadora da Oficina das Fotografias. E neste podcast partilho consigo informação, dicas e ideias para lhe ajudar a transformar o caos das suas fotografias numa coleção organizada, segura e acessível./ Ora, neste podcast eu tenho que falar aqui a imenso sobre a organização das fotografias propriamente ditas, não é? Para termos então uma biblioteca bem curada, bem organizada e também que nos dê prazer de explorar essas fotografias. No entanto, eu acredito que isso, para conseguir isso, é fundamental também evitarmos cair no disparo e nas fotografias sem pensar, e começar a fotografar com mais intenção e ser mais, sermos mais rigorosos no momento de fotografar para não, não se acumularem mais fotografias. Acontece que eu também sou fotógrafa, sou fotógrafa de famílias, e então achei pertinente então partilhar aqui algumas dicas que pode aplicar aí em casa, especialmente se tiver filhos, filhos pequenos, e que vão ajudar então a fotografar com mais intenção e evitar desse modo, mais caos na sua biblioteca de fotografias. Eu, como fotógrafa, especializei-me num género muito particular da fotografia, que é a fotografia documental de família. E neste tipo de sessões, são sessões mais longas do que o tradicional. E são sessões em que não há poses, não há direções. É fotojornalismo aplicado à fotografia de família. Ou seja, eu passo algum tempo com a família, algumas horas, pode até ser um dia inteiro com a família, a fotografar as suas rotinas, os momentos do dia-a-dia e estou ali como se fosse uma amiga da família, mas tenho uma câmera e vou fotografando o seu dia-a-dia sem interferir naquilo que vai acontecendo. Então, isto vai resultar em fotografias diferentes, mas também fotografias muito especiais e fotografias que... Que eu acredito que os miúdos vão adorar e vão fazer com que eles regressem, de certa maneira, um pouco a este tempo da sua infância. Vão poder, então, relembrar como é que eram os seus dias, mais vivamente, os dias naquele espaço, naquela casa, os seus quartos, a maneira como brincavam. Também as coisas de que não gostavam, não é? E o que é que eles faziam quando ficavam chateados. E em casa, com os meus filhos. Eu também fotografo muito, uh, com este, com este propósito e com esta abordagem de os fotografar tal e qual como são, sem, sem interferir e também uma maneira de recordar esses pequenos momentos e essas, e essas nossas rotinas, então achei aqui pertinente partilhar algumas dicas que pode aplicar então em sua casa para então conseguir fotografar com mais intenção, com mais propósito, uh, quando fotografa os seus filhos ou se for o caso os, os seus netos. Então primeiro vamos começar. Por isto, o que é que isto quer dizer de fotografar com intenção, o que é que eu quero dizer com isto? Acontece que hoje com os smartphones temos imensa facilidade em fotografar e acabamos muitas vezes por cair naquela tentação de disparar sem pensar, só porque sim, só porque algo está a acontecer e disparamos sem pensar naquilo que estamos muito a fazer, sem ter também clareza de como queremos usufruir dessas fotografias, não é? Como é que vamos, se vamos imprimi-las, vamos oferecer a alguém, se vamos fazer um álbum com aquilo, se é algo só para recordar mais tarde, é só de um momento, existe ali um disparo sem grande, grande propósito. E isso é, na verdade, meio caminho andado então para ter um caos de fotografias no telefone, das quais não sequer conseguimos desfrutar. E muitas vezes acontece fotografarmos apenas para partilhar determinado momento, não é? Que enviamos por WhatsApp ou por uma mensagem, queremos partilhar nesse exato momento e depois essas fotografias também acabam por ficar perdidas no meio de centenas, centenas de outras ou de milhares. Então aquilo que eu quero com este episódio é que comece a pensar na fotografia de maneira diferente. Comece a pensar porque é que está a fotografar, para quem, como é que vai fazer com essas fotografias, porque acredito que quando fotografa com um propósito, Com uma, com uma intenção, automaticamente, uh, vai selecionar e vai ser cada vez mais rigoroso no momento de fotografar, de disparar, às vezes vai fotografar menos, mas com mais intenção e depois também vai conseguir selecionar essas fotografias muito mais facilmente e esse processo de seleção, de organização, acaba por ser muito mais fácil e muito mais eficiente e até muito mais prazeroso. Então como é que podemos então começar a fotografar com uma intenção? Com mais, com mais intenção. Eu vou falar aqui um pouco do meu, da minha experiência pessoal a fotografar aqui em casa, a fotografar os meus filhos porque eu penso cada vez mais nesta questão, quando eu fotografo. Penso muito naquilo que vou fotografar e como vou fazer e como é que vou usfruir das fotografias que estou a fazer. Penso se, primeiro se já fiz essa fotografia ou não, porque acabamos por ter aqui uma vida muito rotineira, muito repetitiva, não é, do dia a dia com miúdos pequenos, é a hora do banho, é a hora de jantar, é a hora de vestir, são sempre momentos muito, muito repetitivos, então penso, será que já fiz esta fotografia, Uh, que maneira diferente é que eu posso fotografar, fotografar isto. Antecipo algum momento realmente que eu quero, que eu quero fotografar ou não. Essa fotografia faz parte, pode fazer parte de uma série, de um projeto. E também penso, uma das coisas que eu faço é um álbum anual, ou tento fazer um álbum anual que tem as nossas fotografias do ano, e penso muito neste momento que eu estou a fotografar, Uh, poderá eventualmente ir para esse álbum anual, ou se vou querer fazer outra coisa com essa fotografia. Por isso, se passar nestes testes, obviamente que isto é muito intuitivo, eu não estou a pensar nisto constantemente, Mas é um bocadinho por aí. Pensar no momento em que eu quero fotografar e como é que eu vou, ou os meus filhos vão, usufruir dessas, dessas fotografias. E penso também muito neles nessa questão, se eles vão gostar de ver essa fotografia mais tarde ou não, se vão gostar de recordar, de saber a história que está por trás. E então... No dia-a-dia, quando os fotografo, é com este propósito, é com esta intenção, digamos, que os fotografo. E tal como quando eu fotografo famílias, no meu trabalho, como fotógrafa, também em casa, também com os meus filhos, eu fotografo muito em antecipação, isto é, tento perceber, antecipar que momento é que vai acontecer. Eu não interfiro e tento fotografar esse, esse momento. Existe ali um objetivo, normalmente existe ali um objetivo bastante, bastante concreto. E então eu queria aqui deixar algumas dicas para fotografar então um pouco mais com esta abordagem, de pensar mais naquilo que vai fazer, quando, em que momento disparar e como o fazer. Então a primeira dica que eu queria deixar aqui é, não oriente demais os miúdos e nem chama a atenção deles. Tente fotografar sempre sem interferir, deixando-os à vontade. Se eles não quiserem na altura... É deixar passar e esperar por uma próxima, um próximo momento e deixar aquelas orientações de "olha para aqui um bocadinho" ou "sorri um bocadinho". Deixar essas orientações para ocasiões especiais e não... E não pedir demasiado dos miúdos, porque muitas vezes o que é que acontece? A experiência deles a serem fotografados é sempre a mãe ou o pai a pedir para sorrirem, depois saem aqueles sorrisos meio, bastante, bastante forçados e passa a ser uma experiência pouco agradável e eles passam a não gostar de serem fotografados. Por isso, se nos deixar na sua vida, nas suas brincadeiras a fazerem aquilo que eles gostam, ou seja, o que estiverem a fazerem e, então, aproveitar esses momentos para os fotografar tal e qual como são, sem orientá-los e sem interferir nesse momento, vai ver que não só vai conseguir fotografias, uh, mais especiais ainda, como também eles vão passar a ter uma experiência mais positiva daquilo que é, então, tirar, tirar fotografias. A segunda dica que eu queria aqui deixar é evite fotografar ao nível dos seus olhos ou da sua, do seu rosto. Hoje em dia pegamos num telefone e pegamos nele com as mãos e pomos à nossa frente para conseguimos ver o que está no ecrã e disparar. Mas quando estamos a fotografar crianças normalmente a acção está uns bons centímetros abaixo, então convém baixarmos ao nível dos olhos deles, pelos menos, ou até experimentar perspectivas diferentes. Muitas vezes, quando os miúdos estão a brincar, por exemplo, ou estão a comer, ou a fazer algo, muitas vezes estão também com o olhar, um, virado mais, mais para baixo, então se exagerar nessa perspectiva, não é fotografar de baixo para cima, por forma a conseguir apanhar o rosto de, de, das crianças, vai conseguir então uma fotografia completamente diferente do que se fotografar de pé, do seu ponto de vista, do ponto de vista de um adulto e não vai conseguir obter expressões, nem, nem as carinhas deles, nem perceber bem o que é que eles estão a fazer ali, ao pormenor. Depois, a nível de composição, algo que também pode ter em conta é, em limpar a cena de, de distrações, uh, por exemplo, se está a fotografar as crianças. Uh, fazer com que elas estejam em zonas relativamente limpas, especialmente as cabeças, vamos estar a fotografar e ter atrás da cabeça de, de alguém ter um candeeiro a sair, uma árvore ou outro tipo de, de elementos, é bastante distrativo. Por isso, convém... Colocar, ou colocar-mo-nos, não é? A pessoa que está a fotografar, mover-se de maneira a que o sujeito, aquela pessoa que estamos a fotografar, esteja numa zona relativamente limpa e que permita a imagem respirar . E que não tenham, então, esse tipo de elementos que, que distraem. É verdade que hoje em dia os smartphones já têm, alguns smartphones já têm a capacidade e ferramentas de eliminar elementos, uh, desse género. Já conseguimos selecionar na imagem aquilo que queremos que desapareça e ele magicamente faz, faz esse elemento desaparecer. Mas lá está, isso é mais uma tarefa, na tarefa de organização de fotografias que temos que fazer. Tem que fazer, ou que sente que tem de fazer, então se pensar nisso antes do disparo, acaba por poupar também bastante, bastante tempo e, e é menos uma coisa que precisa, que precisa de fazer. Outra dica relativamente à composição é pensar naquilo que estamos a incluir dentro da, da imagem. Vamos tentar encher o frame, ou a imagem, com aquilo que realmente interessa. Aproximar-se o mais possível para que apenas o elemento que quero fotografar esteja incluído, seja por exemplo um retrato que esteja a chegar bem perto da pessoa para fotografar esse retrato. E conseguir direcionar o olhar para aquilo que interessa. Ou então pode implicar o contrário, pode implicar afastar-se para conseguir incluir um elemento ou algo que faça sentido e que ajude também a contar, a contar a história. Por exemplo, se tiver uma criança a brincar no chão e estão vários, vários brinquedos espalhados no chão, é isso que vai fotografar, não é? É todo aquele, esse caos à volta da criança que, que conta a história dessa fotografia, por isso pode se afastar para incluir bastantes brinquedos com a criança no meio ali a brincar com eles. E nisto de fotografar sem interferir Passa muito por antecipar um momento que vai acontecer, então esperar e ter alguma paciência e preparar-se para fotografar, um, um, esse, esse momento, seja por exemplo um gesto entre irmãos ou um olhar ou uma expressão que sabe que o seu filho costuma fazer muitas vezes e que é que é fotografar, então é preparar-se previamente para, para o fazer e isso implica então perceber quando é que isso acontece e escolher essa situação para fotografar. À medida que as coisas vão acontecendo, que o miúdo vai brincando ou que vai fazendo determinada coisa, preparar-se para o fotografar, compor bem a imagem, tendo em conta algumas dicas que eu já falei aqui. E então esperar que esse momento aconteça para disparar. E obviamente que ao fazer isso, vai acabar por acontecer, fazer vários disparos da mesma cena, do mesmo momento, até que determinado momento aconteça, ou não, porque pode não acontecer. E quando fotografamos desta maneira, pode parecer que estamos a criar muitas imagens e muitas fotografias. Mas na verdade, quando fotografamos com este tipo de intenção e clareza, podemos disparar muito, mas sabemos que muito do que ali está pode ser eliminado depois. Então, acaba por ser muito mais fácil, no final, perceber qual é o momento que funcionou, qual é a fotografia que quer guardar e eliminar todas as outras. E tal como eu já mencionei aqui, também, esse momento que está à espera de fotografar pode, pode não acontecer. Como estamos aqui a falar de fotografias de, de, de miúdos pequenos, de situações repetitivas, já sabe que essa situação com certeza vai acontecer outra vez e quando essa cena voltar a acontecer, então já sabe o que fazer para se preparar e este, este processo de fotografar desta maneira é cada vez mais instintiva, cada vez mais natural, cada vez o consegue fazer pensando cada vez menos nestes, nestes passos todos. E depois, o que é que isto vai fazer? Vai fazer com que, no momento da seleção, no momento de organizar as suas fotografias, vai consegui-lo fazer, fazê-lo de maneira muito mais, mais clara, muito mais rápida, e decidir muito mais rapidamente, e até vai ser muito mais prazeroso, então, ver essas fotografias e eliminá-las. Um, primeira coisa aqui, realmente é tentar fazer essa seleção, mais brevemente, possível. Imagine, teve que fotografar uma situação com os miúdos e que registrou e que acabou por disparar muitas vezes, mas sabe que só uma das fotografias é que vale a pena guardar. Então ir logo à biblioteca, favoritar aquelas que gosta mais e eliminar as restantes é algo que pode fazer de imediato e que depois vai facilitar bastante o resto do processo. Um, e depois o que é que isto permite fazer? Permite também, uh, criar projetos, descobrir ideias e perceber o que é que pode fazer com essas, com essas fotografias. Porque quando os miúdos são pequenos, eles também crescem muito rapidamente e, e estes, e estes momentos de rotina, estas, estas rotinas que eles fazem todos os dias, apesar de serem momentos bastante repetitivos, ao longo do tempo existe sempre uma evolução, um. Então é giro, é conseguir ter estes momentos repetidos, digamos, e colecionar estes momentos e construir algo com eles. Por exemplo, eu, uma das coisas que fiz muito e que ainda faço às vezes é fotografá-los ao pequeno almoço. Porque tem o mesmo ritual, o iogurte, o sentarem-se um bocadinho no sofá, o verem um bocadinho de televisão. Existe ali esse ritual. E nem sempre foi assim, já o fizeram numa outra casa, hoje estamos numa outra casa, já foram mais pequeninos, existe sempre ali uma evolução desse momento e é giro então ter, ao longo do tempo, várias fotografias que contam a história daquilo que eram, que são os momentos depois de se vestirem, quando estão a tomar o pequeno almoço, antes de irem para a escola. E assim, pronto, vai-se criando estas pequenas séries, estes pequenos álbuns e vamos então conseguindo cada vez mais fotografar com cada vez mais intenção e conseguirmos desfrutar cada vez mais das fotografias que fazemos, especialmente dos nossos filhos. Ora, se também gostaria de aprender um pouco mais, a verdade é que eu tenho um curso que se chama a fotografia dos dias normais, em que partilho realmente todo este meu processo e como é que eu penso quando fotografo os meus filhos, na nossa casa, na nossa vida. E que mostro, não é, como é que consegue, então, transformar estes momentos rotineiros, de dia a dia, em fotografias com significado, com história, e que captam realmente a realidade daquilo que são os dias normais da sua família, e do crescimento dos, dos miúdos. Então, para saber mais sobre, sobre este curso, pode ir até anapratas.com/curso.

Eu repito:

anapratas.com/curso, tem lá toda a informação sobre este curso, a fotografia dos dias normais, e também o pode adquirir. Uh... Para finalizar, então, se há ideia que eu gostaria que retesse, é mesmo esta. De que quando fotografa com propósito, com uma intenção, seja para, seja se for de viagem, quer fazer um álbum dessa viagem, seja registrar o crescimento dos seus filhos, e sabe o que quer fazer com as fotografias a seguir, e como é que quer fotografar, e que fotografias é que quer, é que quer ter. Quando tem clareza sobre essas fotografias, e então vai automaticamente fotografar com mais intenção e automaticamente todo o processo de seleção e organização das fotografias torna-se então muito mais fácil, mais eficiente e prazeroso. Eu espero que tenha gostado deste episódio e que tenha gostado destas dicas todas que partilhei e também saber um pouco mais sobre o meu trabalho como fotógrafa, fotógrafa documental de famílias. Pode ir até anapratas.com para conhecer melhor o meu trabalho como fotógrafa e então saber mais sobre o tal curso, a fotografia dos dias normais. E se também, se tiver alguma dúvida sobre estas questões, também pode contactar em info@anapratas.com. Boas fotografias e encontramos-nos em breve.

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